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ARTE SOBRE AS ÁGUAS
São Luís, fundada pelos franceses em 1612, localizava-se no promotório formado pela confluência dos Rios Anil e Bacanga, contava com uma cidade alta e uma baixa. Este perfil foi determinante na forma de ocupação e desenvolvimento do território maranhense. No Porto da Praia Grande, imensos navios desembarcavam mercadorias européias, e levavam algodão e arroz. O hábito de navegação dos índios e dos colonizadores serviu de base da ocupação do território maranhense e até hoje rege o cotidiano de várias comunidades.
Essas características justificam a construção de embarcações, arte que até hoje é passada de pai pra filho, existem aproximadamente 521 carpinteiros navais no estado do Maranhão. A maioria está em São Luis, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Alcântara, Cururupu, Tutóia, e Primeira Cruz. Os estaleiros são instalados à beira do mar, de rios e de manguezais, no ar predomina o cheiro da serragem, e os operários trabalham sob o sol escaldante, poucas ferramentas são usadas: machados, serrotes, enxós, plainas, martelos e arcos de pua, em alguns casos nem fita métrica é usada, é tudo medido no palmo. Nos estaleiros são construídas verdadeiras obras de arte: iate - é utilizado em transporte de passageiros e cargas é a maior embarcação. Igaraté - encontrado na região do golfão maranhense, tem fundo redondo sem quilha. Casco - é próprio para navegação fluvial a boca é estreita em relação ao comprimento. E biana - é uma das embarcações mais populares do Maranhão, principalmente em São Luís.
Douglas Cunha Júnior
13/11/2008 Publicada por Douglas Júnior
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